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Liberdade de expressão

Até onde vai a liberdade de expressão de um cidadão?

 

A liberdade de expressão não se vincula à verdade?

 

As perguntas acima se motivam em razão de ontem, 22 de janeiro de 2019, terem sido proferidas fortes acusações da Sra. Maria Valnice de Araújo Moura, mãe da ex-aluna Deise, a qual, por meio de suas redes sociais, publicou um vídeo em sua página do Facebook afirmando que a sua filha havia sido “espancada” por uma professora dentro de nossas instalações.

 

Com a seriedade que o caso requer, refletimos profundamente sobre o porquê de continuarmos as nossas atividades quando injustamente nos deparamos com situações como esta.

 

O que motiva uma instituição filantrópica, ou seja, que não tem lucro, que sofre sistemicamente com atrasos de repasses governamentais a manter as suas atividades quando, por vezes, aparenta-se que o melhor que se teria a fazer seria simplesmente “lavar as mãos” à causa?

 

A resposta nos chegou rápida e perdurou por todo o dia, pelas inúmeras e incontáveis mensagens e ligações de apoio de professores e ex-professores, de alunos e ex-alunos, de pais e mães e de toda a comunidade que verdadeiramente conhece o que é propagado e ensinado em nossa instituição, ao ponto de nossos deficientes superarem as suas limitações físicas e, porque não dizer, “ouvirem com o coração” o amor que sentimos por cada um que passa pelo CEAL.

 

Não! Não será um vídeo que nos desanimará a ajudar outras dezenas de milhares de deficientes no Distrito Federal, pois a nossa causa vai muito além de interesses particulares ou mesmo pecuniários.

Está consubstanciada nas premissas católicas e no mandamento de amar ao próximo como a ti mesmo.

 

Nessa toada, motivados por esse afetuoso apoio recebido e pelas premissas que norteiam o nosso trabalho, a resposta que nos cabe nesse momento é que o malfadado vídeo não se trata de liberdade de expressão, mas, sim, trata-se de uma tentativa covarde de macular uma história de serviço ao próximo por meio de uma mentira.

 

Em respeito a essas mesmas pessoas que acreditam e conhecem o nosso trabalho e, sobretudo, em respeito à história construída ao longo desses 45 anos, todas as medidas legais já estão sendo adotadas para responsabilizar os seus autores e as demais pessoas que irresponsavelmente o divulgaram!

 

As levianas e inconsequentes acusações superaram em muito o direito constitucional insculpido em nossa Carta Magna e alcançam, ao revés, a esfera criminal, onde as autoridades serão provocadas a investigar o eventual crime de calúnia e outros correlatos, sem prejuízo das medidas reparatórias cabíveis na esfera cível.

 

Sem nenhuma pretensão de aprofundar nas questões de mérito que serão abordadas nas citadas demandas judiciais, mas, apenas em respeito à toda comunidade surda, ao contrário do que intrinsicamente sugere o vídeo, o deficiente auditivo é extremamente inteligente, não é um incapaz, tem pleno conhecimento de seus atos, e, destarte, as inúmeras incongruências facilmente identificadas em seu conteúdo somente revelam a fragilidade do real intento de seus autores.

 

O momento vivenciado em nosso país é sensível e, por vezes, encoraja aventureiros a querer se sobrepor às leis buscando alguma popularidade sobre causas irreais, o que, não obstante, é intolerável e merece exemplar reprimenda.

 

Merece registro, ainda, que os professores que nos são encaminhados pela Secretaria de Educação para nos prestar os seus serviços contam e sempre contarão com o nosso apoio e admiração por sabermos do comprometimento com que exercem o seu mister e, também, do difícil concurso a que foram submetidos para exercerem a função que hoje nos brindam.

 

Por fim, como sempre estiveram, as nossas portas estão e estarão abertas aos que queiram conhecer o nosso trabalho e verificar o que fazemos e, principalmente, como fazemos.

 

Que Deus nos abençoe e que cumpra os Seus desígnios.

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